Saiba porque “A Escolha Perfeita 2” é uma péssima escolha

Em 2012, “Pitch Perfect” causou um buzz inesperado nas bilheterias norte-americanas arrecadando mais de 65 milhões de dólares. O espanto é que o filme teve um custo de 17 milhões e não era uma aposta cinematográfica, longe disso. No Brasil, com o título “A Escolha Perfeita”, o longa passou despercebido pelas telonas e encontrou abrigo no Netflix e nas TVs por assinatura.

Em sua continuação “A Escolha Perfeita 2”, a comédia desbancou “Mad Max” em bilheteria nos EUA, porém não vem de forma tão impactante para bilheteria nacional. Seja por um enredo fraco ou pelo atraso da estreia por aqui,  a continuação da saga de Rebecca (Anna Kendrick) me pareceu um cover ruim de Glee. Sem o frescor do antecessor, o longa chega a ser cansativo e entediante. Os elementos do enredo são os mesmos de qualquer comédia da Sessão da Tarde, mas naquelas tardes em que a Rede Globo não sabe escolher o filme, afinal o primeiro longa da franquia tem os tais elementos quadradinhos, só que em contexto e harmonia perfeitos.

“A Escolha Perfeita” é mediano, previsível, mas é bom, é um filme que você vê sem grandes pretensões e acaba dando umas risadas, torce e no fim tá tudo ok, nada que vá mudar sua vida, mas é bacana. Já “A Escolha Perfeita 2” parece nunca ter fim de tão arrastado,  Chloe (Brittany Snow) perdeu as características pessoais que a marcaram no primeiro roteiro. É estranho, pois assisti um após o outro e quase não reconheci a personalidade de algumas personagens. Até Fat Amy (Rebel Wilson), protagonista dos poucos momentos engraçados, parece uma forçação de barra nessa sequencia, evidenciando o tempo todo que ela está ali para te fazer rir, o que poucas vezes funciona. Os criadores das Barden Bellas apostaram numa trama que tem um uma aparição pública de vagina como base  e no desenrolar da trama parecem ter perdido o ritmo ( o mesmo ritmo que fizeram o vômito público de umas Bellas não virarem foco, e sim elemento do primeiro filme) e o porque de estarem contando uma história para milhões de espectadores, por isso apelaram para um lado “preciso fazer rir” quando na verdade a fórmula que os popularizou poucos anos atrás foi exatamente o “Ops, te fiz rir, mas temos um romance aqui, uma competição ali, uma lição de aceitação acolá”.

Não entendo como uma historinha bonitinha que ia tão bem ficou tão chata numa sequencia tão despretensiosa. Talvez não devessem ter feito 2, porém é tarde demais, já anunciaram o 3 e minha opinião jamais será o suficiente contra todo o sucesso de bilheteria do filme nos EUA.

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Nauan Sousa

Jornalista, social media e fã de cultura pop. Não gosto de determinar, prefiro analisar. Gosto de palavras, séries, doce e cerveja. Provavelmente você não irá com minha cara logo de cara, mas se você me der 3 minutos e 10 segundos posso te convencer que o 'Sério, Nauan?' vale sua visualização.

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