Carly Rae voltou no tempo e trouxe o melhor do pop dos anos 80 para Emotion; Saiba o que esperar de cada faixa

Conhecida por seu grande hit ‘Call Me Maybe’, a cantora canadense Carly Rae Jepsen pode se gabar por ter um dos melhores lançamentos de álbum pop em 2015. O seu terceiro álbum em estúdio, ‘Emotion’ chegou leve e despretensioso, num cenário em que o explícito ganha espaço, e ganhou diversos fãs. Talvez o cd não venha a figurar grandes topos de rankings por motivos desconhecidos, mas que o trabalho de Jepsen em cima de seu novo lançamento foi uma porrada, não tem como negar.

Cheio de referência aos anos 80 e com batidas e elementos sonoros cativantes, vemos uma Carly mais madura e que evoluiu sem sair do próprio cenário. Ouvi o álbum completo e resolvi postar aqui a reação faixa por faixa, para, quem sabe, você também se render as emoções da ex participante do Idol canadense.

Run Away With Me

– Carly já começa ‘Emotion’ mostrando que não vai ser a garota que vai viver na sombra de ‘Call Me Maybe’, como muitos pensam. ‘Run Away With Me’ é toda nostalgia e os saxofones ajudam no clima. Com trechos de “Pois você me faz sentir como se eu pudesse dirigir a noite toda e eu vou encontrar os seus lábios nas luzes dos postes. Eu quero estar lá com você”, a faixa 1 do novo álbum de Carly dá o clima amor adolescente embalado por uma ótima sonoridade digna de trilha sonora de um grande filme ou de uma grande viagem a dois.

Emotion

– Linear e pop, bem pop na verdade. A faixa que dá nome ao álbum de Carly Rae é uma delícia de ouvir, não tem grandes exageros vocais e consegue ir na boa e velha pegada de hits de décadas passadas. Espera, é isso que Carly faz o tempo todo nesse álbum, então é previsível que essa faixa seguiria essa vibe. A prova sonora que ser previsível pode ser bom!

I Really Like You

– Sabe ‘Call Me Maybe’? Então, temos aqui uma versão bem melhorada da música. Com elementos bem mais atrativos e uma “alegria inexplicável”, o hit chiclete é uma ótima opção para cantarmos na chuva depois de beijar pela primeira vez uma pessoa que você está afim. E se você ainda não viveu essa sensação, acredite, parece com a que essa faixa passa ao ser ouvida.

Gimmie Love

– Baladinha que forma a dupla perfeita com a faixa a seguir. Até aqui você já fica ciente que Jepsen evoluiu dentro do seu próprio campo. Ela não precisou abandonar os elementos de ‘Kiss’, ela apenas evoluiu em cada segmento e faceta do álbum anterior. Suas baladinhas seguiram o curso.

All That

– Composta pela Carly, All That já te coloca como um adolescente numa pista de dança dos anos 80, sozinho, com copo vermelho na mão e aquelas luzes em cima de você logo na introdução. Com uma letra matadora dentro da proposta do disco, um vocal ideal para a faixa e elementos sonoros encantadores, você achava que conhecia ‘nostalgia’ até ouvir isso. Ao fim da canção você conclui que junto com ‘Gimmie Love’ temos uma dupla que te faz refletir: Porque Carly é tão subestimada se ela tem esse potencial?

Boy Problems

– Single em potencial. Reparem só no baixo dessa faixa. Aliás, alguém aqui viu essa sonoridade maravilhosa sair correndo de algum álbum do Bruno Mars?

Making The Most Of The Night

– Sabe aquela farofa bem feita, dançante e cheia de referências que te dão a sensação de “conheço essa música de algum lugar”? Isso é ‘Making The Most Of The Night’ que renderia um clipe incrível se a Carly quisesse. Chegamos aqui ouvindo um pop que dá aula para muitos veteranos da música que ainda não trocaram o ‘tuts tuts’ por algo nessa vibe.

Your Type

– A letra é boa, a sonoridade é agradável e a voz da Carly se encaixa perfeitamente aqui. Não tem nada que não funcione com ‘Your Type’. Não é o ponto forte de ‘Emotion’ que já apresentou várias faces até aqui, mas decididamente não é o ponto fraco.

Let’s Get Lost

– Mais uma faixa bem pop com saxofone marcante e batida de anos 80 para temperar ainda mais Emotion. Até esse momento a sua experiência com o novo álbum da canadense parece estar a um ponto bem mais previsível que no início. As próximas faixas dirão se é apenas uma sensação.

LA Hallucinations

–  Misture ‘Urubus da Buzzfeed e corvos da Tmz’, com um pouco de ‘Nenhuma loja pode me preencher’, e uma pitada de ‘Há um pequeno buraco negro na minha taça de ouro’, e voilá, temos uma faixa de crítica a um estilo de vida. Sim, Carly está protestando, porém, a linearidade do álbum não se move muito por aqui.

Warm Blood

– Opa, aqui temos novos (ou reciclados) elementos e mais surpresas de Carly. Um pouco de experiência com vozes e uma letra que torna cada elemento da faixa compreensível, temos uma viagem em uma só música. Mais um ponto pra Carly, agora já pode trabalhar num clipe para isso garota!

When I Needed You

– Uma confissão de peito aberto. Composições como essa sempre me conquistam, não sei bem porque. ‘When I Needed You’ é uma música para você cantar alto com um amigo (a) num bar. Vamos?

Black Heart

– Seguindo uma linha meio robótica, sem soar entediante, a faixa 13 tem elementos cativantes e boas demonstrações do que a voz extremamente fina de Carly pode fazer sem uso de falsetes e firulas (que não são marcas dela).

I Didn’t Just Come Here To Dance

– Vem dançar que Emotion tá acabando, mas ainda tem essa faixa incrível de discoteca para você curtir. E é bem aqui que você já se rendeu e descobriu que não há como comparar 1989 de Taylor com esse álbum, pois até aqui ele chegou onde Swift não conseguiu chegar.

Favourite Colour

– Chegamos no fim de uma jornada achando que a Jepsen iria errar logo na última faixa, mas o refrão e as batidas de ‘Favourite Colour’ te mostram que você está completamente errado.

ALBUM

E, aí. Eu topo um replay, e você?

Share This:

Nauan Sousa

Jornalista, social media e fã de cultura pop. Não gosto de determinar, prefiro analisar. Gosto de palavras, séries, doce e cerveja. Provavelmente você não irá com minha cara logo de cara, mas se você me der 3 minutos e 10 segundos posso te convencer que o 'Sério, Nauan?' vale sua visualização.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.