Crítica | O hype de odiar Esquadrão Suicida vai te fazer perder um dos filmes mais legais do ano

Antes de começar a falar de Esquadrão Suicida precisamos entender o que significa hype, ok? Então vamos lá. Segundo o Significados: “Hype é o exagero de algo, ou em marketing uma estratégia para enfatizar alguma coisa, ideia ou um produto. É um assunto que está dando o que falar, é algo que está na moda e que é comentado por todo mundo”. Entendido isso vamos contextualizar hype no mundo da cultura pop. No pop vivemos sempre um hype, sempre tem algum assunto super badalado, como por exemplo Pokémon Go. Porém, no universo pop que abrange músicas, games e filmes, o sentimento ou atitude por algo pode ser um hype, por exemplo, é hype amar Pokémon Go, foi hype todo mundo elogiar Adele em Hello assim que foi lançado. O que quero dizer, que quem odeia Pokémon Go é massacrado, porque o hype é amar, quem criticou Adele foi criticado porque o hype era amar, assim como acontece no contrário, era hype amar Lady Gaga quando ela surgiu, já em seu último álbum pop era hype odiá-la. Porque escrevi tantas vezes hype e o que é que isso tem a ver com Arlequina & cia? É que é hype dizer que odiou e esperava mais de Esquadrão Suicida.


Vamos ao filme
Esquadrão Suicida, primeiramente, cumpre o que promete. Cenas de ação, vilões em performances sarcásticas de anti-heróis, um enredo fechado e ‘entendível’ para amantes ou não de HQs, senso de humor de deixar a Marvel com uma ponta de ciúmes e holofotes sobre os personagens certos. É um bom filme, é uma boa ação, vale seu ingresso, e vale ver de novo. Tem defeitos? Sim, mas também merece créditos por ser um projeto ousado e muito bem executado pela Warner com o universo DC.
No longa, Amanda Waller (Viola Davis) coloca em prática um projeto que confia a segurança do país nas mãos dos piores vilões de todos os tempos. Com o time formado, uma grande missão se aproxima e fazer os ex-detentos entrarem pro grupo dos “mocinhos” fica bem complicado, porém resulta no maior e melhor grupo de anti-heróis que você vai ver esse ano.

Elenco
Viola Davis é com certeza o elo mais forte em atuação do filme, sua personagem Amanda Waller se destaca sempre que aparece e deixa alguns icônicos vilões no chinelo. Ela cresce gigantescamente durante todo o filme e se coloca como o centro do Esquadrão, algo que uma interpretação fraca não venderia nem com muito esforço. Outro grande destaque fica por conta de Will Smith que não veio para brincadeira como Pistoleiro e protagoniza os melhores momentos do longa metragem, ofuscando diversas vezes outras participações como Diablo (Jay Hernandez), Capitão Bumerangue (Jai Courtney), Crocodilo (Adewale Akinnuoye-Agbaje), e o militar Rick Flag (Joel Kinnaman). Muitos reclamaram do “espaço” dado a cada personagem no filme, por isso o argumento “existem provas cabais no cinema de pequenos papéis se destacando em grandes produções (Chamem a Maravilha do Batman Vs. Superman)” cabe aqui e não foi usado por muitos atores.

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Will Smith é o Pistoleiro em Esquadrão Suicida (Imagem: Reprodução)

Claro que não podemos deixar de falar de Margot Robbie que simplesmente arrasou como Arlequina. Debochada, louca, má, engraçada e cheia de outros adjetivos, a personagem só teria dois destinos: o sucesso ou o fracasso, pois não haveria como ter o meio termo. Margot optou pelo sucesso de seu personagem e deu um show de atuação, além de encabeçar a lista de melhor personagem do longa. Foi incrível assisti-la completamente confortável em todas as cenas e sabendo que estava dominando aquilo ali e levando muitas vezes o filme nas costas.

A serenidade no olhar de quem sabe que é dona do filme!

Pontos negativos
Vamos começar citando, ainda, o elenco por aqui. Cara Delevingne como Magia é tipo um boneco de posto que se mexe quando fala e para a grande vilã real de uma história isso é bem prejudicial. Quando foi entrevistada para a ‘Empire’ na intenção de divulgar Esquadrão Suicida, Cara afirmou que sua personagem era selvagem. Ou seja, que morte horrível era aquela em cena? Parecia que a bruxa secular tinha absorvido toda a apatia do elenco de alguma temporada de Malhação e como ela teve que contracenar com diversos ‘monstros’ da atuação era meio constrangedor. Agradecemos a Arlequina mais uma vez que destruiu essa vilã e espero que tenha um Squad Suicide 2 com outro ‘inimigo’ com atuação decente.

Eu procurando a atuação da Cara!

E falando em atuação, Jared Leto foi outro que escorregou bonito do que ele acha que era um Coringa. Até porque aquilo naquele filme era um MC Guimê, só que sem graça. Sem personalidade forte, sarcasmo, ira, psicopatia e nada do que se espera do maior inimigo do Batman, Coringa do Esquadrão Suicida é dispensável e o buzz em cima dele na divulgação do longa também. É uma expectativa que não acontece.

“Contando os plaque de 100, dentro de um Citroën, Ai nois convida, porque sabe que elas vêm.”

O filme também tem umas partes meio incompreensíveis como o fato de criaturas mágicas da Magia morrerem com o taco de beisebol empunhado por Arlequina, mas tipo, what? Se são mágicas o único ‘X-Men’ de com força lá que poderia exterminá-las é o Diablo, não?
Trilha Sonora
E o prêmio de melhor trilha sonora do ano vai para…

Não precisa dizer nada, né gente? Cada faixa do filme da gangue de vilões foi perfeitamente escolhida e imprimem o filme, os personagens e o conceito em volta de toda a produção. É excelente!
Mas, é pra amar ou odiar Esquadrão Suicida?
Esquadrão Suicida é divertido, cheio de cenas empolgantes, dá outra perspectiva sobre filmes no universo DC, tem personagens fodas, trilha sonora impecável, efeitos maravilhosos e um enredo bom. Se você quer ver tudo isso, ame. Se você quiser seguir o hype de odiar porque críticos Não acredito em crítico porque só o que tem na vida é filme bosta ganhando prêmios e elogios pagos com boletos bancários odiaram, odeie. É simples como isso.

A preocupação do elenco para os críticos pode ser representada por essas serenidades no olhar! (Imagem: Reprodução)
A preocupação do elenco para os críticos pode ser representada por essas rugas do Crocodilo! (Imagem: Reprodução)

E antes que me esqueça… Alguém pode argumentar que detestei Batman Vs Superman. Ok, mas eu detestei porque EU detestei, não pelos críticos, mas listei já porque não gostei e o fiz com bases. Agora vou voltar pra fila do cinema pra ver Arlequina de novo, tchau.

Avaliação

Nota 3,5: É legal!

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Nauan Sousa

Jornalista, social media e fã de cultura pop. Não gosto de determinar, prefiro analisar. Gosto de palavras, séries, doce e cerveja. Provavelmente você não irá com minha cara logo de cara, mas se você me der 3 minutos e 10 segundos posso te convencer que o 'Sério, Nauan?' vale sua visualização.

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