Saiba quais foram as críticas sociais feitas por Katy Perry no vídeo Chained To The Rhythm

Ontem (21), Katy Perry lançou um clipe cheio de distopia e críticas sociais para Chained To The Rhythm. Com ‘cutucões’ fortes no governo Trump, o novo vídeo de Perry é um dos mais elaborados da geração e cheio de mensagens que valem a pena serem debatidas. Separei algumas das que ficaram nítidas pra gente analisar junto:

 

  1. Sociedade em suas bolhas

O clipe começa com Katy Perry entrando em um parque chamado Oblivia. Já dentro desse parque observamos pessoas com comportamentos parecidos e vazios. Katy entra em sua jornada com uma crítica à tecnologia aliada com um “mundo de aparências” em detrimento da vida real. Várias pessoas estão fazendo selfies enquanto Oblivia está cheia de comandos manipuladores. Temos a sociedade que está em sua bolha.

 

  1. Sonho americano

Em seguida um casal entra em um brinquedo chamado “The Great American Dream Drop”, que simboliza o grande sonho americano e a vida perfeita que almejam. O brinquedo leva o casal aos ares.

 

  1. Universo de meninos e meninas

Katy, que no clipe interpreta Rose, entra em um brinquedo chamado “Love Me”, que representa aceitação social. Esse brinquedo já começa com uma separação, meninas entram do lado rosa e meninos do lado azul. Alusão ao universo criado para cada um dos gêneros onde eles precisam seguir essa “forma”. Sentam lado a lado no brinquedo, mas nenhum casal pôde alterar de lugar.

 

  1. Quebra do mercado imobiliário

Enquanto Rose (Katy Perry) está no “Love Me”, o brinquedo “The Great American Dream Drop” (o do sonho americano) mostra casas caindo e dando margem a comparação com a crise imobiliária dos EUA que afetou muitos americanos. Dessa forma o clipe nos dá noção de que esse sonho não é tão inabalável assim, na verdade ele é instável e passível de danos.

 

  1. Manipulação

Corta então para uma fila sendo direcionada com setas reluzentes no chão que indicam que o sistema lhe direciona para onde ele quer te levar.

 

  1. Aceitação por likes e machismo

Ainda na montanha russa de “Love Me”, Rose passa por um túnel cheio de reactions do Facebook. O brinquedo avalia sua aceitação pela sociedade através de sua popularidade.

Por fim, mesmo tendo feito absolutamente tudo igual ao rapaz sentado ao seu lado, Rose é tem sua aceitação social lá embaixo. O que claramente mostra o privilégio do homem na sociedade em detrimento ao da mulher.

 

  1. Crítica direta ao Trump

Ao sair da validação social Rose vê pessoas sendo jogadas através de um muro no brinquedo “No Place Like Home”. Essa crítica vai direto ao presidente Trump que afirmou que construiria um muro para evitar imigração e chegou a impedir entrada de pessoas de outros países no EUA. O brinquedo do clipe joga as pessoas pra fora do mundo criado em Oblivia.

 

  1. Guerras

Oblivia também tem um brinquedo que critica as guerras. São bombas jogadas indiscriminadamente sem se importar com ninguém, como se tudo fosse uma brincadeira.

 

  1. Combustível como se fosse água

Rose é levada a consumir combustível como se fosse água, assim como a sociedade faz, consome combustível sem estar atento aos danos causados principalmente ao meio ambiente.

 

  1. Manipulação midiática

Rose então vi a um lugar com TVs gigantes que transmite uma atração chamada “A nuclear family show in 3D”. Os telespectadores junto a Rose tem o mesmo comportamento e ficam vidrados na tela enquanto ao lado do aparelho um homem lê jornal, uma mulher passa a roupa e uma criança pinta um desenho com ursinho na mão. Uma referência a famílias tradicionais e como a mídia impõe esse padrão de vida.

 

A sincronia da dança das demais pessoas mostra bem o efeito de manipulação enquanto Rose, que parece estar adquirindo senso crítico, começa a tentar falar com eles. Todos parecem zumbis.

  1. Roda de Hamster

Lembra daquela fila do tópico 5, pois é, chega a vez de Rose ir naquele brinquedo que é na verdade uma grande roda de Hamster onde as pessoas correm, correm e não vão à lugar algum. Rose começa a rodar naquilo e percebe que não vai para nenhum lugar. Ou seja, o ciclo em que a sociedade vive nos faz achar que estamos indo a algum lugar quando na verdade estamos presos a todo um sistema. Por aqui Katy, Rose ou quem você preferir, mostra também que nossa pressa e rotina nos leva a girar esse ciclo mais rápido.

 

Por fim, Rose para de rodar e sua expressão assustada dá a entender que ela adquiriu um senso crítico e percebeu que tudo aquilo era “vazio”.

Hora de ver o clipe completo, agora com outros olhos:

 

Clipão, não é? Já tô na torcida para que Katy ganhe alguns prêmios com esse vídeo, porque sério… Tá de parabéns.

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Nauan Sousa

Jornalista, social media e fã de cultura pop. Não gosto de determinar, prefiro analisar. Gosto de palavras, séries, doce e cerveja. Provavelmente você não irá com minha cara logo de cara, mas se você me der 3 minutos e 10 segundos posso te convencer que o 'Sério, Nauan?' vale sua visualização.

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