Crítica | Power Rangers – O Filme é uma releitura SENSACIONAL do fenômeno mundial dos anos 90

O sempre maravilhoso Centerplex  convidou o blog para uma cabine de imprensa com exibição de Power Rangers – O Filme. E sim, tenho muito a dizer sobre o que vi hoje, então senta que lá vem história.

É hora de morfar!

 

Sinopse

A sinopse de Power Rangers – O Filme segue exatamente o contexto da famosa série dos heróis adolescentes que ganhou o mundo em diversas versões e temporadas. 5 jovens descobrem suas “moedas do poder” e se tornam heróis que precisam salvar o mundo de uma antiga ranger que traiu seus amigos e quis dominar o mundo, Rita Repulsa (Elizabeth Banks). Em meio a obstáculos e monstros, os heróis possuem zords que os auxiliam na hora das lutas.

Saindo do conceito técnico da coisa, quando soube que haveria uma releitura de Power Rangers fiquei mega animado e ao mesmo tempo preocupado com a adaptação que seria exibida nas telonas. Há muita nostalgia envolvida nos 5 rangers que são convocados por Zordon para salvar o mundo. Vimos inúmeras temporadas, episódios e podemos dizer que a fórmula da série em muitos momentos beira o trash. Sim, amo Power Rangers, mas sei que há peculiaridades no enredo que se mal representados podem virar um péssimo material. Então eu tive minhas preocupações e dúvidas que o filme conseguisse superar o filme de 1995, mas ao mesmo tempo tinha em mim uma excitação em reviver meus heróis preferidos em cena novamente. Foi aí que entrei em alta expectativa e claro, a chance de uma decepção foi grande.

Porém, chegado o dia em que fui chamado pelo Centerplex para ver Power Rangers, fui atento e de braços abertos para o reboot, das últimas vezes que fiz isso sofri decepções, mas dessa vez a produção superou minhas altas expectativas e deu (dará para quem ainda vai ver) aos fãs uma releitura sensacional da história dos discípulos de Zordon. Power Rangers – O Filme é um presente aos fãs nostálgicos e uma opção ótima para a nova geração que não teve a infância marcada pelos heróis.

 

A Origem

Power Rangers – O Filme começa bem explicativo, apresenta bem seus personagens, dramas e humaniza os adolescentes que minutos depois se tornarão a salvação da humanidade. Jason Scott, o Ranger Vermelho, interpretado por Dacre Montgomery aparece como um garoto que burla regras sociais, mas que é nobre o suficiente para ajudar o Billy de RJ Cyler, Ranger Azul, que sofre bullying por ser nerd. Kimberly, Ranger Rosa, que ganha vida por Naomi Scott e Trini, Ranger Amarela da Becky G também possuem dramas e se mostram sensíveis e humanas em diversos momentos, seguindo essa linha o Ranger Preto, o Zack de Ludi Lin tem uma mãe doente que depende dele. Essa amostra inicial de qual a personalidade e a história de cada ranger pode, de início, dar a sensação de que o filme será arrastado, mas ela é fundamental para nos identificarmos e nos conectarmos com cada um deles quando forem heróis.

Imagem: Reprodução

 

Esse período explicativo do longa metragem dirigido por Dean Israelite também nos dá novos elementos do universo Power Ranger. Sim, os fãs da saga terão muitas explicações de peculiaridades, pois o filme amarra muito bem os superpoderes dos escolhidos, a história por trás do ódio de Rita Repulsa e a relação da vilã com Zordon. É algo novo que dá ao final da obra um resultado empolgante.

 

Roteiro

Uma coisa não podemos reclamar da nova saga dos rangers, o roteiro. Como já citado, o universo dos poderosos adolescentes ganha novas informações que são como presentes aos fãs. Além disso as cenas mais agitadas e mais difíceis de imaginar (lutas de zord) são coesas. Tá tudo bem construído no longa metragem. Muito bem construído e a sacada de Rita e Zordon serem ex-rangers foi uma jogada de mestre que reforçou tudo o que o plot do filme é.

 

Elenco

Quando saiu o elenco de Power Rangers – O Filme lembro de muitos portais comentando “who?”. O questionamento era em cima do objetivo de dar a cinco atores desconhecidos os papéis de protagonistas de uma produção que carrega um peso grande de já ter sido enredo de um fenômeno mundial. O motivo já parecia claro pra mim e o filme confirmou tudo. Um elenco conhecido carrega toda a carga de trabalhos anteriores, o teor psicológico que foi explorado de ranger pedia um elenco novo. Atores sem trabalhos icônicos, para que do zero eles pudessem entrar na cabeça do público convencendo mais.

Aquele momento em que a mídia esperava uma Jennifer Lawrence como atriz confirmada, mas confirmavam alguém desconhecido

 

Missão dada, missão cumprida? Com Power Rangers, sim. Mesmo com novatos na linha de frente, as atuações do filme são boas, são na medida do que o longa metragem pede e cumprem perfeitamente tudo o que é pedido. Destaques para RJ Cyler, Scott e Montgomery. Outro bom trabalho a ser citado é o de Elizabeth Banks como Rita Repulsa. Sem estar presa ao personagem dos anos 90, Banks consegue deixar a Vilã da Alameda dos Anjos bem macabra e debochada. Você não sabe se ri ou se odeia a Rita, mas o fato é que ela funciona ali, no contexto de tudo.

 

Figurino e cenário

Figurino: Nota 10! Lembra sobre o que falei de medo de parecer trash lá em cima? Pois é, Power Rangers tem essa pegada trash anos 90 maravilhosa que funciona muito bem para a série, mas para o filme eu sabia que teria que ser algo mais majestoso. Afinal são plataformas e linguagens muito diferentes. No cinema você não está lidando só com o público nascido e criado no universo ranger e o figurino foi essencial nesse aspecto.

A serenidade no olhar de quem tem um figurino maravilhoso e sabe que está sendo uma vilã fod#

 

Os trajes dos personagens antes de morfarem casam com a personalidade de cada um e morfados dão o ar “alien” que o filme se apoia. Elizabeth Banks também tem seu figurino assim, de parabéns dentro do contexto do enredo. Sobre cenário tem alguma coisa ou outra que me incomoda, mas nada latente, nada que realmente destoe ou atrapalhe a mensagem do filme.

 

Falando em mensagem…

… Power Rangers – O Filme tem uma proposta interessantíssima. Cada um dos rangers são bem diferentes, mas ao mesmo tempo bem reais por terem problemas reais de adolescentes comuns. Trini, por exemplo, tem nitidamente conflitos com ela mesma, e em uma passagem não responde quando é questionada se é lésbica. Deixa subentendido que há algo ali. Situações da vida cotidiana são abordadas de forma simples e sem grandes alardes.

Os 5 heróis, muito distintos, só conseguem morfar quando estão bem com suas diferenças. Ou seja, EMPATIA. Sim, um tema importante tratado com naturalidade dentro de uma narrativa de heróis. É fabuloso como ele implanta mensagens dentro de uma narrativa mega agitada, mas que analisa o psicológico dos jovens. Sério, você precisa ver isso por si só para entender melhor.

 

Resumindo…

Power Rangers – O Filme é maravilhoso, merece cada centavo do seu ingresso e respeita o formato original da série (problemática, morfagem, briga de zords), mas de uma forma grande e única. Tem alguns spoilers aqui no texto, como você já percebeu, mas não é nem ⅓ de tudo que o filme oferece. Existem momentos icônicos dentro do longa que traz um banho de homenagem ao seu antepassado (a presença da música “Go Go Power Rangers” é uma prova disso). Melhor de tudo: deixa em aberto uma continuação.

Sério, vá ao cinema ver Power Rangers!

 

PS: TEM CENA PÓS CRÉDITO. CENA SIMBÓLICA MARAVILHOSA, INCLUSIVE.

PS DO PS: Centerplex, muito obrigado pelo convite. Gente, vão no Centerplex porque eles ajudam o tio fazer resenha para vocês! <3
Avaliação

Nota 4,5: Excelente

 

Power Rangers estreia dia 23 de março nos cinemas.

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Nauan Sousa

Jornalista, social media e fã de cultura pop. Não gosto de determinar, prefiro analisar. Gosto de palavras, séries, doce e cerveja. Provavelmente você não irá com minha cara logo de cara, mas se você me der 3 minutos e 10 segundos posso te convencer que o 'Sério, Nauan?' vale sua visualização.

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