Crítica | Mesmo seguindo clichês hollywoodianos, “Kingsman: O Círculo Dourado” é excelente e insano

Misturando humor, com excelentes atuações e muita ação, Kingsman: O Círculo Dourado é a estreia mais insana de 2017 e dá ao público muito mais que sua promessa. Com sacadas afiadas e um roteiro bem organizado, não é de se admirar que o longa dirigido por Matthew Vaughn já esteja no topo de bilheteria americana e tenha todas as chances de repetir o feito em terras brasileiras.

 

Sinopse

Um súbito e grandioso ataque de mísseis praticamente elimina o Kingsman, que conta apenas com Eggsy (Taron Egerton) e Merlin (Mark Strong) como remanescentes. Em busca de ajuda, eles partem para os Estados Unidos à procura da Statesman, uma organização secreta de espionagem onde trabalham os agentes Tequila (Channing Tatum), Whiskey (Pedro Pascal), Champagne (Jeff Bridges) e Ginger (Halle Berry). Juntos, eles precisam unir forças contra a grande responsável pelo ataque: Poppy (Julianne Moore), a maior traficante de drogas da atualidade, que elabora um plano para sair do anonimato.

 

O que você pode esperar dessa continuação?

Kingsman volta para as telonas exagerado, porém organizado e com cenas de cair o queixo, apesar de não necessitar ser visto necessariamente em 3D. Quando o assunto é entreter o longa metragem faz seu papel perfeitamente. Do primeiro ao último minuto do filme, Vaughn consegue deixar o espectador de olhos vidrados na telona e com sensação de “preciso de mais disso” mesmo depois de 2 horas e 21 minutos de enredo.

 

Tudo funciona muito bem em Kingsman: O Círculo Dourado, desde trilha sonora, até fotografia, cenário e figurinos. Então espere se divertir bastante com cenas bizarras e situações inacreditáveis e personagens muito bem construídos. Já na esfera do humor, o filme consegue transitar de piadas bobas (incluindo cena com fezes) até piadas um pouco mais seletas para o público do filme, sem deixar de ser engraçado, e melhor, sem parecer forçado ou trash demais. Nada de vergonha alheia detectada.

 

Elenco

Além do ótimo roteiro, a continuação da saga de Eggsy (Taron Egerton) pôde contar com um elenco que fez a lição de casa direitinho. O próprio Egerton estava ótimo em cena e segurando todas as pontas que seu personagem precisa segurar, mas sem ofuscar o brilho de Channing Tatum, Mark Strong e Colin Firth que dão conta de seus personagens muito bem. Outro grande destaque é Julianne Moore, que dá vida a deliciosamente inescrupulosa  Poppy, e se destaca por não levar ao espectador uma face insana, mesmo tendo atitudes psicopatas o tempo todo, sem dúvidas um ponto alto para o filme.

Moore torna Poppy uma vilã no tom certo para um filme cheio de informações e insanidade (Imagem: Reprodução)

 

Ah e aqui vai um spoiler, mas por um bom motivo. Preciso falar da ilustríssima e fantástica participação de Elton John que de forma impressionante eleva o humor do filme em um nível sensacional e protagoniza algumas das melhores cenas que o longa oferece. Sério, não poderia não falar dele e do entrosamento do cantor com Julianne, que crescem em cenas que seriam dispensáveis se não fossem tão bons. No resumo, o elenco todo está afiado e pronto o tempo todo para o timming acelerado que a continuação pede.

 

Segue o padrão? Segue!

Apesar de ter saído da sala de cinema empolgado, não posso negar que Kingsman: O Círculo Dourado segue o formato hollywood productions de fazer filme. Sim, o caminho do herói é o mesmo, a vilã, a mocinha e por aí vai, porém o Kingsman é legal pela execução e pelos elementos surpresas no meio do caminho, que apesar de muito bons não alteram a fórmula que já conhecemos.

 

E para quem não viu o primeiro e não terá tempo de ver até a estreia não se preocupe, apesar de recorrer a cenas do primeiro filme, Kingsman 2 é completamente entendível para todos os públicos e porque não dizer que pode ser uma ótima porta de entrada para você querer conhecer melhor Eggsy.

 

Avaliação

Nota 4,5: Excelente

 

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Nauan Sousa

Jornalista, social media e fã de cultura pop. Não gosto de determinar, prefiro analisar. Gosto de palavras, séries, doce e cerveja. Provavelmente você não irá com minha cara logo de cara, mas se você me der 3 minutos e 10 segundos posso te convencer que o 'Sério, Nauan?' vale sua visualização.

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