Crítica | Sem pudor, “A Babá” da Netflix injeta, no espectador, o formato americano de fazer comédia e terror

Garotas sexy, homem sem camisa, carro desgovernado, nerd, líder de torcida e culto satânico. Com essas características posso descrever boa parte dos filmes de terror comédia dos EUA, mas estou falando do recém chegado título da Netflix, o filme “A Babá”. Com Samara Weaving encabeçando o elenco, a trama pra lá de trash não está nenhum pouco preocupada em parecer clichê ou esquecível, e nisso mergulha na própria limitação, tornando-se uma opção legal na toda poderosa dos streamings.

 

Sinopse

Cole (Judah Lewis) é loucamente apaixonado por Bee (Samara Weaving), sua babá. Até que o garoto acaba descobrindo que ela na verdade é uma assassina adoradora do Diabo. Com isso, para que não revele o segredo, Cole está na mira da babá e seus amigos.

 

Enredo

De cara conhecemos a vida de Cole (Judah Lewis), um garoto do tipo “loser” perseguido na escola. Em cenas iniciais ele é defendido por sua babá, Bee, que coloca seus bullies para correr. Nessas cenas vemos uma conexão entre os dois e até uma amizade já desenvolvida longe dos olhos do espectador. Em uma noite, depois de passar o dia com sua babá, Cole fica acordado e percebe que ela trouxe amigos para casa. São eles Max, John, Allison, Sonya, e Samuel. Ao enfiar duas adagas em um deles a trama começa de verdade e o nerd tenta escapar da morte no melhor estilo Esqueceram de Mim só que numa versão onde Samara e Bella Thorne se beijam.

 

Todo o roteiro de “A Babá” é bem previsível, assim como desenvolvimento dos personagens e até o desfecho, mas ele não deixa de divertir pelos seus absurdos e sua pegada trash. É sim um típico filme de Tela Quente quando a Rede Globo não comprou novos filmes para jogar na programação.

Outro ponto a ser colocado, é que tem uns erros de continuidade bem na cara, e é tão visível que eles não escondem isso é que eles transformam esses erros em situações absurdas. Personagens que deveriam ter morrido, não morrem, cenários de crimes rapidamente limpos, situações fisicamente difíceis de acontecer fazem parte do universo do filme. Então, se você não tá com cabeça para consumir algo nessa vibe, é melhor nem dar play na produção, porque eles não estão nem aí em chutar quilos de bizarrices na sua cara.

 

Elenco

Trama mediana, elenco mediano. Não há um personagem que precise de um ator esplêndido, vencedor de oscar e aclamado pela crítica para fazer “A Babá”. Nesse sentido o elenco pouco deixa a desejar porque já estamos mergulhados até o topo em toda a proposta do longa metragem. Porém, todavia, entretanto, não há como não deixar aqui um registro para a fraquíssima atuação da protagonista Samara Weaving, que mesmo com um papel just ok, serve uma protagonista apática e em muitas cenas está longe do que Bee precisaria mostrar em nuances até de psicopatia, raiva ou ao menos de um sentimento que não fosse “estou aqui e sou bonita”.

 

Cenários, efeitos e todo o resto

“A Babá” brinca muito em tela com letterings que dão um ar diferente para as cenas, dá banho de sangue para os fãs do segmento terror e tem na medida certa cenários e figurinos que firmam que são uma produção americana. Tudo funciona como precisa funcionar, menos os figurantes, porque não existe vizinhança para todo o barulho que Cole e Bee fazem durante a desastrosa noite, mas aí já entra na sessão “não ligo em explicar isso”.

 

Resumindo…

A direção de McG (As Panteras) foi onde já entendemos que ele domina. “A Babá” tem seus momentos divertidos, é um bom entretenimento e vale um play se você não for esperar algo rebuscado. Caso você já tenha assistido e mesmo assim não gostou de nada do filme, pensa que a Netflix já fez coisa pior esse ano, não vou falar o que é para não colocarem meu nome em um livro, se é que vocês entendem.

 

Avaliação

Nota 2,5: Mediano

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Nauan Sousa

Jornalista, social media e fã de cultura pop. Não gosto de determinar, prefiro analisar. Gosto de palavras, séries, doce e cerveja. Provavelmente você não irá com minha cara logo de cara, mas se você me der 3 minutos e 10 segundos posso te convencer que o 'Sério, Nauan?' vale sua visualização.

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